Francisco Marins - Clarão na serra


Francisco Marins - Grotão do café amarelo


GROTÃO DO CAFÉ AMARELO é um livro do escritor brasileiro Francisco Marins publicado em 1964 e direcionado ao público adulto. 

Francisco Marins - ...E a porteira bateu!


... E A PORTEIRA BATEU! é um livro do escritor brasileiro Francisco Marins publicado em 1968 e direcionado ao público adulto.

Francisco Marins - Atalhos sem fim


ATALHO SEM FIM é um livro do escritor brasileiro Francisco Marins publicado em 1986 e direcionado ao público adulto.

Francisco Marins - O curandeiro dos olhos em gaze


O CURANDEIRO DOS OLHOS EM GAZE E OUTROS RECONTOS é um livro de contos do escritor brasileiro Francisco Marins publicado em 2001 e direcionado ao público adulto.

Maria José Dupré - Os caminhos (1969)



OS CAMINHOS é um livro da escritora brasileira Maria José Dupré, publicado em 1969.

Maria José Dupré - Angélica (1955)



ANGÉLICA é um livro da escritora brasileira Maria José Dupré (ou Sra. Leandro Dupré), publicado em 1955.

Maria José Dupré - A casa do ódio (1951)



A CASA DO ÓDIO é um livro da escritora brasileira Maria José Dupré (ou Sra. Leandro Dupré), publicado em 1951.

Ian Fleming - A morte no Japão (1966, Editora Globo, Coleção Catavento,)

Autor (a): Ian Fleming
Título: A morte no Japão
Título Original: You only live twice
Ano (1ª Edição): 1964
País: Inglaterra
Sequencia: James Bond 007 (Nº 12)
Editora: Globo
Edição: 1
Período de Publicação: 1966
Coleção / Série: Catavento
Ilustrador (a) [Capa]: -
Ilustrador (a) [Livro]: -
Tradutor: Leonel Vallandro
Número de Páginas: 191
ISBN: -




Flicts (Ziraldo, 1969)

FLICTS é um livro do escritor e cartunista brasileiro Ziraldo, direcionado ao público infantil. O livro foi publicado em 1969, sendo o primeiro livro de Ziraldo. As ilustrações do livro também são de Ziraldo. O livro foi publicado inicialmente pela editora Expressão e Cultura em julho de 1969 [capa 1]. Mas depois passou a ser publicado pela editora Melhoramentos dentro da série Mundo Colorido, [capa 2] [capa 3] que tem outros livros escritos e desenhados por Ziraldo que mencionam cores. Em 2009, a editora Melhoramentos lançou uma edição comemorativa dos 40 anos da publicação da obra. [capa 4] Essa nova edição apresenta a história na íntegra, como na primeira edição, com todas as cores, formas, espaços e versos criados por Ziraldo naquela ocasião. Três textos contarão um pouco mais sobre a obra: a crônica de Carlos Drummond de Andrade (publicada na época do lançamento); o imaginário histórico-sentimental descrito pelo amigo e educador Edison Borba; e a análise técnico-literária realizada pela educadora e doutora Vânia Maria Resende. Toda a trajetória da cor que busca um lugar no mundo, desde o seu nascimento até os dias de hoje, além da sua transposição para o teatro, dança, quadrinhos, CD-ROM, cinema de animação, entre outros, serão contadas em 24 páginas, ricamente ilustradas, no “capítulo” singular "FLICTS40 – Uma história (de uma cor) e tanto!".

O livro trata da busca de uma cor rara, chamada Flicts, de seu lugar no mundo. O livro começa dizendo que ele não tinha a força do Vermelho, nem a imensidão do Amarelo e nem a paz do Azul. Era apenas o frágil, feio e aflito Flicts. E Flicts sai no mundo procurando desesperadamente alguém que o aceite e o acolha. Mas ele descobre que não tem lugar na caixa de lápis de cor, nem nas bandeiras ou brasões dos países. E ele continua a sua busca por alguém que queira ser seu amigo.

Nas páginas de FLICTS os olhos da criança passeia por linhas, cores e um texto poético e sublime que deu a Ziraldo passe livre para escrever para crianças. Chega a dar pena do pobre Flicts, em busca de um local para se instalar, de um amigo, de um suporte para espalhar seu tom. Durante esta procura, ele revela ao leitor que o mundo é feito basicamente de cores, e que elas todas possuem um coração, revelam sentimentos e emoções. Por mais diferente que se sinta, o raro Flicts vai encontrar seu lugar. Ainda que seja bem distante do mundo das cores mais conhecidas, mas não mais belas do que ele.

Canção para chamar o vento (Rosana Rios e Eliana Martins, 1995)

CANÇÃO PARA CHAMAR O VENTO é um livro das escritoras brasileiras Rosana Rios e Eliana Martins, direcionado para o público infantil. Ele foi publicado em 1995 pela editora Moderna dentro da coleção Girassol [capa 1: 1995] [capa 2: 2003], com ilustrações de Cecília Iwashita.

Uma história de fadas, reis e princesas. Que interesse tem isso para um menino de rua? Ele queria uma esmola, ganhou uma história. Pensava conseguir um sanduíche, ficou com um livro. De que lhe adianta aquilo, se não sabe ler? Mas, enquanto o homem conta a história para o menino de rua, e o rei tenta impedir que a princesa se apaixone pelo rapaz do povo, o Vento faz das suas, leva recados, abre portas, areja as ideias na cabeça dos personagens e dos leitores. Pois ele é o elo que une a ficção e a vida real, está presente dentro das histórias e no nosso mundo. E para chamar o Vento, basta cantar uma canção...

Há uma delicadeza comovente na relação do menino de rua com o homem que, juntos, envolvem-se com a Canção para chamar o vento. O garoto, sem perceber, vai se interessando pelo encantamento de uma boa história. No livro, os dois ambientes narrativos se alternam. Em um espaço há a cidade, a torre da igreja, o homem, o menino, o banco da praça, a polícia, os outros meninos de rua, o viaduto, o vento. No outro, um reino, o vento, o rei, a princesa e o rapaz do povo, o amor de ambos, a proibição do pai e a ajuda do vento. No final, o menino de rua ganha o livro do homem. Ele não sabe ler, mas leva o presente. À noite, em meio à indiferença da cidade e de seus habitantes, embaixo do viaduto, uma fogueira, a igualdade de condição e o livro aquecem os jovens. O vento vela pelo sono deles. Dessa forma, as autoras do livro conseguem, corajosamente, tecer um fio que enlaça os dois mundos: o de crianças injustiçadas pela vida e o mundo da literatura. Ressignificam, assim, o desejo do que gostaríamos de alterar: a desumanização a que essas crianças estão sujeitas, em especial aproximando-as da arte e da literatura, como expressões humanas fundamentais.

A caixa (Eliana Martins, 1994)

A CAIXA é um livro da escritora brasileira Eliana Martins, direcionado ao público infantil. Ele foi publicado em 1994 pela editora Loyola [capa], com ilustrações de Luiz Rodrigues.

No livro, Ana Ordália era uma velha que vivia numa casa muito mais velha de uma rua que acabava em um barranco. Os meninos da rua, quando passavam pela casa dela, sempre atiravam pedras. Por isso os vidros estavam sempre quebrados. Celso, Caco e Gustavo tinham ouvido dizer que a Ordália guardava uma caixa misteriosa embaixo da sua cama. O que haveria na caixa? Decididos a descobrir, subiram em uma árvore e puseram-se à espreita. Como nada acontecesse, resolveram que o Caco, que era o menor da turma e não despertaria suspeitas na velha, é quem deveria tentar entrar na casa e descobrir o segredo da caixa. Caco, mesmo morto de medo, obedeceu, se não fizesse isso, sairia da turma. E o que ele descobriu foi que a caixa...

Bate boca no canteiro... A minhoca viu primeiro (Eliana Martins, 1990)

BATE BOCA NO CANTEIRO... A MINHOCA VIU PRIMEIRO é um livro da escritora brasileira Eliana Martins, direcionado ao público infantil. Ele foi o primeiro livro da autora e foi publicado em 1990 pela editora Vozes [capa], com ilustrações  de Daniel Sant'Anna.
 
O livro conta a história da minhoca que vivia no canteiro, feliz e satisfeita, sem dar a mínima bola para o caramujo, que há muito tempo gostava dela. Um dia, porém, um formigueiro se instalou no canteiro deles. Uma formiguinha super simpática e que gostava de fazer amizades novas aproximou-se do caramujo. Quando a minhoca percebeu que seu admirador ficara amigo da formiga... foi aí que se deu o bate boca no canteiro.

Reinações de Narizinho (Monteiro Lobato, 1931)

Urupês (Monteiro Lobato, 1918)

URUPÊS é um livro de contos do escritor brasileiro Monteiro Lobato, direcionado para o público adulto, publicado inicialmente em 1918.

O livro é composto por 13 contos e 1 artigo, que mostram a vida cotidiana e mundana do caboclo do interior do estado de São Paulo, através de suas crenças, costumes e tradições. Monteiro Lobato reuniu na obra alguns contos que a experiência de fazendeiro do Vale do Paraíba lhe proporcionou. URUPÊS não contém uma única história, mas vários contos e um artigo, quase todos passados na cidadezinha de Itaoca, no interior de São Paulo, com várias histórias, geralmente de final trágico e algum elemento cômico. O último conto, Urupês, apresenta a figura de Jeca Tatu, o caboclo típico e preguiçoso, no seu comportamento típico. No mais, as histórias contam de pessoas típicas da região, suas venturas e desventuras, com seu linguajar e costumes. Foi o segundo livro publicado por Monteiro Lobato. Ele havia publicado antes O SACI-PERERÊ: O RESULTADO DE UM INQUÉRITO, no mesmo ano.

O livro foi publicado inicialmente pela editora Monteiro Lobato & Cia. em 1918, com a capa desenhada por J. Wash Rodrigues [capa 1: 1918-1919] [capa 2: 1920-1922] [capa 3: 1923-1924]. A partir de 1925, o livro passou a ser publicado pela editora Companhia Editora Nacional. Em 1944 foi publicado uma edição do livro pela editora Martins [capa 4]. A partir daquele mesmo ano a editora Brasiliense passou a publicar o livro, lançando-o em várias edições até 2006 [capa 5: 1944-1951] [capa 6: 1952-1958] [capa 7: 1959-1970] [capa 8: 1968, edição especial de 50 anos] [capa 9: 1971-1977] [capa 10: 1978-1993] [capa 11: 1994-2006]. Em 2007, o livro passou a ser publicado pela editora Globo [capa 12].

Em 1943, em comemoração aos 25 anos da publicação de URUPÊS, a editora Companhia Editora Nacional publicou um livro intitulado URUPÊS: OUTROS CONTOS E COISAS [capa 13]. O livro trazia contos escolhidos por Artur Neves e que haviam sido publicados nos livros URUPÊS, CIDADES MORTAS, NEGRINHA e O MACACO QUE SE FEZ HOMEM. Além disso trazia os últimos contos escritos por Monteiro Lobato e trechos de outros livros do autor. Em 1997, a editora Pólo publicou o livro CONTOS (EXTRAÍDOS DE URUPÊS) [capa 14] que continha 10 dos 13 contos publicados em URUPÊS.

Os contos publicados em URUPÊS são: "Os faroleiros", "O engraçado arrependido", "A colcha de retalhos", "A vingança da peroba", "Um suplício moderno", "Meu conto de Maupassant", "Pollice Verso", "Bucólica", "O mata-pau", "Bocatorta", "O comprador de fazendas", "O estigma" e "Urupês". O artigo é "Velha praga".

Em "Os faroleiros", é contado que no Farol dos Albatrozes trabalhavam dois homens: Gerebita e Cabrea. Gerebita alegava que Cabrea era louco. Numa noite, travou-se uma briga entre Gerebita e Cabrea, vindo este a morrer. Seu corpo foi jogado ao mar e engolido pelas ondas. Gerebita alegava ter sido atacado pelos desvarios de Cabrea, agindo em legítima defesa. Eduardo, um homem que ouviu a história da boca do assassino Gerebita na mesa de um bar, descobre mais tarde que o motivo de tal tragédia era uma mulher chamada Maria Rita, que Cabrea roubara de Gerebita.

Em "O engraçado arrependido", um sujeito chamado Pontes, com fama de ser uma grande comediante e farrista, resolve se tornar um homem sério. As pessoas, pensando se tratar de mais uma piada do rapaz negavam-lhe emprego. Pontes recorre a um primo de influência no governo, que lhe promete o posto da coletoria federal, já que o titular, major Bentes, estava com sérios problemas cardíacos e não duraria muito tempo. A solução era matar o homem mais rápido, e com aquilo que Pontes fazia de melhor: contar piadas. Pontes então aproxima-se do major e, após várias tentativas, consegue o intento. Morte, porém inútil: Pontes se esquece de avisar o primo da morte, e o governo escolhe outra pessoa para o cargo.

Em "A colcha de retalhos", um sujeito vai até o sítio de um homem chamado Zé Alvorada para contratar seus serviços. Zé está fora e, enquanto não chega, o sujeito trata com a mulher (Sinhá Ana), sua filha de quatorze anos (Pingo d'Água) e a figura singela da avó, Sinhá Joaquina, no auge dos seus setenta anos. Joaquina passava a vida a fazer uma colcha de retalhos com pedacinhos de tecido de cada vestido que Pingo d'Água vestia desde pequenina. O último pedaço haveria de ser o vestido de noiva. Passado dois anos, ele fica sabendo da morte de Sinhá Ana e a fuga de Pingo d'Água com um homem. Volta até aquela casa e encontra a velha, tristonha, com a inútil colcha de retalhos na mão.

Em "A vingança da peroba", lemos que sentindo inveja da prosperidade dos vizinhos, João Nunes resolve deixar de lado sua preguiça e construir um monjolo (engenho de milho). Contrata um deficiente, Teixeirinha, para fazer a tal obra. Em falta de madeira boa para a construção, a solução é cortar a bela e frondosa peroba na divisa das suas terras (o que causa uma tremenda encrenca com os vizinhos). Teixeirinha, enquanto trabalha, conta a João Nunes sobre a vingança dos espíritos das árvores contra os homens que as cortam. Coincidência ou não, o monjolo não funciona direito (para a gozação dos vizinhos) e João Nunes perde um filho, esmagado pela engenhoca.

Em "Um suplício moderno", lemos que ajudando o coronel Fidencio a ganhar a eleição em Itaoca, zé Biriba recebe o cargo de estafeta (entregador de correspondências e outras cargas). Obrigado a andar sete léguas todos os dias, Biriba perde aos poucos a saúde. Resolve pedir demissão, o que lhe é negada. Sabendo da próxima eleição, continua no cargo com a intenção de vingança. Encarregado de levar um "papel" que garantiria novamente a vitória de seu coronel, deixa de cumprir a missão. Coronel Fidencio perde a eleição e a saúde, enquanto o coronel eleito resolve manter Biriba no cargo.

Em "Meu conto de Maupassant", lemos sobre delegado que investigou a morte de uma velha. O primeiro suspeito era um italiano, dono de venda, que é preso. Solto por falta de provas, vai morar em São Paulo. Passado algum tempo, novas provas incriminam o mesmo e, preso em São Paulo e conduzido de trem ao vilarejo, se joga da janela. Mas depois descobre-se que o assassino era outro.

Em "Pollice Verso", lemos que Inacinho forma-se em Medicina no Rio de Janeiro e volta para exercer a profissão. Pensando em arrecadar dinheiro para ir a Paris reencontrar a namorada francesa, Inacinho começa a cuidar de um coronel rico. Como a conta seria mais alta se o velho morresse, a morte não tarda a acontecer. O caso vai parar na Justiça, onde dois outros médicos velhacos dão razão a Inacinho. O moço vai para Paris para morar com a namorada, levando uma vida boêmia.

Em "Bucólica", lemos sobre a trágica história da morte da filha de Pedro Suã. Aleijada e odiada pela mãe, a filha adoeceu e, ardendo em febre numa noite, gritava por água. A mãe não lhe atendeu, e a filha foi encontrada morta na cozinha, perto do pote de água, para onde se arrastou.

Em "O mata-pau", dois homens conversam na mata sobre uma planta chamada mata-pau, que cresce e mata todas as outras árvores ao seu redor. O assunto termina no trágico caso de um próspero casal, Elesbão e Rosinha, que encontram um bebê em suas terras e resolvem adotá-lo. Crescido o menino, se envolve com a mãe e mata o pai. Com os negócios paternos em ruína, resolve vendê-los, o que vai contra os gostos da mãe-esposa. Esta quase acaba vítima do rapaz e vai parar num hospital, enlouquecida.

Em "Bocatorta", lemos que na fazenda do Atoleiro vivia a família do major Zé Lucas. Nas matas da fazenda, havia um negro com a cara defeituosa com fama de monstro: Bocatorta. Cristina, filha do major, morre justamente alguns dias depois de ter ido com o pai ver a tal criatura. Seu noivo, Eduardo, não agüenta a tristeza e vai até o cemitério chorar a morte da amada. Encontra Bocatorta desenterrando a moça. Volta correndo e, junto a um grupo de homens da fazenda, sai em perseguição a Bocatorta. Esse, em fuga, morre ao passar num atoleiro, depois de ter dado o seu único beijo na vida.

Em "O comprador de fazendas", lemos sobre a tentativa de Moreira em se livrar logo da fazenda Espigão (verdadeira ruína para quem a possui). Moreira recebe com entusiasmo um bem-apessoado comprador: Pedro Trancoso. O rapaz se encanta com a fazenda e com a filha de Moreira e, prometendo voltar na semana seguinte para fechar o negócio, nunca mais dá notícias. Moreira vem a descobrir mais tarde que Pedro Trancoso é um tremendo safado, sem dinheiro nem para comprar pão. Pedro, no entanto, ganha na loteria e resolve comprar mesmo a fazenda, mas é expulso por Moreira, que perdeu assim a única chance que teve na vida de se livrar das dívidas.

Em "O estigma", lemos que Bruno resolve visitar o amigo Fausto em sua fazenda. Lá conhece a bela menina Laura, prima órfã de Fausto, e sua fria esposa. Fausto convivia com o tormento de um casamento concebido por interesse e uma forte paixão pela prima. Passado vinte anos, os amigos se reencontram no Rio de Janeiro, onde Bruno fica sabendo da tragédia que envolveu as duas mulheres da vida de Fausto: Laura sumiu durante um passeio, e foi encontrada morta com um revólver ao lado da mão direita. Suicídio misterioso e inexplicável. A fria esposa de Fausto estava grávida e deu a luz a um menino que tinha um sinalzinho semelhante ao ferimento de bala no corpo da menina. Fausto vê o sinalzinho e percebe tudo: a mulher havia matado Laura. Mostra o sinal do recém-nascido para ela que, horrorizada, padece até a morte.

Em "Urupês", Monteiro Lobato personifica a figura do caboclo, criando o famoso personagem Jeca Tatu, apelidado de Urupê (uma espécie de fungo parasita). Vive "e vegeta de cócoras", à base da lei do menor esforço, alimentando-se e curando-se daquilo que a natureza lhe dá, alheio a tudo o que se passa no mundo, menos do ato de votar. Representa a ignorância e o atraso do homem do campo.

No artigo "Velha praga", Monteiro Lobato denuncia as queimadas da Serra da Mantiqueira por caboclos nômades, além de descrever e denunciar a vida dos mesmos. O artigo havia sido escrito originalmente em 1914 em forma de carta de protesto quando ele ainda era fazendeiro em Buquira. Durante o inverno seco daquele ano, cansado de enfrentar as constantes queimadas praticadas pelos caboclos, o fazendeiro escreveu essa "indignação" e a enviou para a seção "Queixas e Reclamações" do jornal "O Estado de S. Paulo", edição da tarde, o "Estadinho". Em 12 de novembro de 1914, o jornal, percebendo o valor daquela carta, publicou-a fora da seção que era destinada aos leitores, no que acertou, pois a carta provocou polêmica e fez com que Lobato escrevesse outros artigos e contos para o jornal, incluindo o conto "Urupês", publicado originalmente no jornal em 24 de dezembro de 1914.