Francisco Marins - NAS TERRAS DO REI CAFÉ (Editora Melhoramentos)

Autor (a): Francisco Marins
Editora: Melhoramentos
Coleção/Série: -
Período de Publicação: 1956 e 1958
Arte da Capa:
Ilustrador (a):
Número de Páginas: 108
ISBN: -
Tradutor (a): -
Título Original: Nas terras do Rei Café
Ano da Primeira Edição: 1945
País: Brasil
Público: Infantil
Gênero Literário: Literatura Infanto-juvenil
Tema: Folclore, Meio Rural, Sítio Taquara-Póca, Crendices Populares, Meio Urbano, História e Importância do Café no Brasil, Libertação dos Escravos no Brasil, Aventura, Importância e Contribuição do Negro na Cultura Brasileira


Nas terras do Rei Café foi o primeiro livro publicado do escritor brasileiro Francisco Marins. Publicado em 1945 pela editora Melhoramentos e direcionado ao público infantil, traz a primeira aventura dos garotos Dudu, Tico e Tiãozinho nas terras do Sítio Taquara-Póca. Posteriormente, Francisco Marins estendeu as aventuras dos garotos em mais quatro livros: Os segredos de Taquara-Póca, O Coleira-Preta, Gafanhotos em Taquara-Póca (também publicado apenas como Gafanhotos e atualmente como A praga dos gafanhotos) e Verde era o coração da floresta.

O livro começa sua narrativa com a chegada de Dudu, um garoto da cidade, no sítio de seu avô para passar as férias escolares. Dudu está animadíssimo, pois lá as crianças do sítio correm pelos campos silenciosos, desfrutam o prazer de descansar à sombra de árvores frondosas, bebem água cristalina em córregos, convivem com os animais e a boa e compreensiva gente do campo. Mas Dudu encontra o pessoal que vive no Sítio Taquara-Póca imerso em grande tristeza, já que dívidas estão obrigando seu avô a entregar a propriedade a Zé Pedro, um inescrupuloso fazendeiro que quer apoderar-se do sítio a qualquer custo. Junto com os meninos Tico e Tiãozinho, Dudu planeja ir à floresta buscar a flor roxa do samambaial que possui um segredo, fazendo com que os garotos penetrem nos mistérios e domínios do Rei Café.

Desde seu lançamento até os dias atuais, o livro vem sendo publicado pela editora Melhoramentos em coleções como Taquara-Póca, Comunicação e Francisco Marins. Ao ler o livro, a criança brasileira pode explorar assuntos relacionado a história e a importância do café no estado de São Paulo e no próprio Brasil, o processo da libertação dos escravos e a importância e contribuição do negro para cultura brasileira, além de entrar em contato com algumas crendices populares do folclore brasileiro.


SOBRE O AUTOR:

Francisco Marins é um escritor brasileiro, nascido em 23 de novembro de 1922, na cidade de Pratânia (na época era distrito da cidade de Botucatu), no estado de São Paulo, Brasil. Ele é descendente de tropeiros, boiadeiros e pequenos plantadores de café, passando a infância em contato com a vida rural, na qual colheu inspiração para seus livros reunidos nas séries Taquara-Póca, Roteiro dos Martírios e O Homem e a Terra. Formou-se em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco. Aos 12 anos, escreveu em parceria com Hernani Donato a novela infantil O tesouro, publicado em série no suplemento “O Guri”, do jornal “Diários Associados”. Seu primeiro livro, direcionado para o público infantil, foi Nas terras do Rei Café, publicado em 1945. E aí sucederam dezenas de títulos combinando fatos históricos com ficção em aventuras para leitor nenhum se entediar, como os livros contando a saga do café: Clarão na serra e Grotão do café amarelo. O escritor é considerado um autor regional, já que seus livros passam no meio rural. Mas ele também publicou livros com a ação passando no meio urbano, como O sótão da múmia, que passa na cidade de São Paulo em plena ditadura do presidente Getúlio Vargas. Ele foi editor da Editora Melhoramentos, membro da Comissão Estadual de Cultura e presidente da Câmara Brasileira do Livro, tendo se empenhado na divulgação e valorização do livro. Criou, na cidade de Botucatu, o “Convivium - Espaço Cultural Francisco Marins” e o “Tempo e Memória – Biblioteca e Arquivo”, este último com um acervo de 25.000 obras culturais e mais de 6.000 documentos sobre a região em que passam as narrativas da série O Homem e a Terra. É membro da Academia Paulista de Letras, atuando como presidente em duas gestões. O autor recebeu vários prêmios e distinções literárias, como a indicação ao prêmio internacional Hans Cristian Andersen, prêmios da Academia Brasileira de Letras, União Brasileira de Escritores, Prefeitura Municipal de São Paulo, Jabuti, Pen Club de São Paulo, Calíope e Lourenço Filho.

7 comentários:

  1. Segredo de Taquara - Poca é bem chato!!

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  2. Quando tinha uns 10 anos de idade li os livros de Francisco Marins.
    Na epóca fiquei deslumbrado com aquelas estórias empolgantes e cheias de aventura.
    Gostei tanto que consegui fazer o meu "sítio de Taquara-Póca" no quintal da casa de meus pais.
    Com algumas taquaras e arame fiz o cercado, medindo pouco mais de 2m X 2m, com porteira e tudo. Lá dentro plantei pés de milho que depois de muita dedicação, germinaram, cresceram e me possibilitaram colhê-lhos.
    O tempo passou, cresci, namorei, casei, tive uma filha e fiz a minha vida.
    Hoje tenho 57 anos, sou avô de uma linda menina de 3 anos, casado com uma mulher maravilhosa que além de tudo é minha parceira e ainda lembro dos livros de Francisco Marins que tanto me fizeram feliz e hoje me dão saudades.
    Ainda "brinco" de sítio pois moro afastado do centro urbano de Porto Alegre, na zona sul, quase rural e na minha casa construí o meu espaço para plantar minhas árvores, meus temperos, cuidar da grama e enfeitar o meu galpãp crioulo.
    Quem dera que as crianças de hoje pudessem ter o que tive: a chance de ser feliz ao ler um bom livro, ao invés de ficar "anestesiado" com celulares, Ipad, Iphone e todos os outros eletronicos que afastam as crianças da realidade e as colocam num mundo virtual onde ninguém mais sente emoções.

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    1. Puxa amigo faço sua minhas palavras

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  3. Um dos melhores livros da minha infância. Todo moleque do subúrbio era um pouco Dudu, Toco ou Tiãozinho...
    São boas lembranças.

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  4. Um dos melhores livros da minha infância. Todo moleque do subúrbio era um pouco Dudu, Toco ou Tiãozinho...
    São boas lembranças.

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  5. É engraçado como a gente cresce, envelhece e acredita ter literalmente virado a página da infância. O fato é que apesar de todo esforço em crescer, num determinado momento a gente se dá conta de que tudo aquilo que vivemos se mantém intacto dentro de nós. Um dos melhores livros da minha infância, ainda o tenho e li com a minha filha.

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  6. Ao conversar com a minha funcionária que estava me dizendo que a filha pequena adora ler, me lembrei que foi a primeira coleção de livros que li na infância. Que saudade, até hoje me recordo que ao ler os livros tudo parecia muito real. À época morava em um sítio na zona rural com minha família, e, era tudo como um sonho com uma grande sensação de realidade. Obrigado ao autor por essa obra linda! Não tinha a coleção de livros, usava da biblioteca da escola. Agora vou comprá-la e quero lê-los novamente e indicá-los à outras pessoas. Meu agradecimento muito especial de coração ao autor. OBRIGADO"

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