R. Magalhães Júnior - ARTHUR AZEVEDO E SUA ÉPOCA (Editora Saraiva, Coleção Saraiva)



Título: Arthur Azevedo e Sua Época 
Autor (a): R. Magalhães Júnior [lista] 
Editora: Saraiva
Coleção: Saraiva (Nº 62) [lista]
Período de Publicação: agosto de 1953
Número de Páginas/Capítulos: 221 páginas, 34 capítulos
ISBN: -
Arte da Capa: Nico Rosso
Ilustrador (a): (Não há)
Edição Original: Arthur Azevedo e Sua Época, agosto de 1953, Brasil, editora Saraiva
Edições: 1ª (1953)






OUTRAS INFORMAÇÕES:

Arthur Azevedo e Sua Época é uma biografia romanceada que apresenta a vida do teatrólogo e jornalista brasileiro Arthur de Azevedo (1855-1908), desde a infância e juventude em São Luís, no Maranhão, até o seu sucesso como teatrólogo no Rio de Janeiro. O livro traz uma abordagem dos grandes acontecimentos que ocorreram principalmente na capital do Brasil na época, o Rio de Janeiro, mostrando a transição do governo monárquico ao republicano, e as transformações políticas, sociais e culturais resultandes disso, inclusive em relação à abolição da escravatura, já que Arthur era abolicionista.

O livro ganhou em 1953 o prêmio Silvio Romero da Academia Brasileira de Letras (ABL).

No Brasil, a primeira edição saiu em 1953 como volume 62 da coleção “Saraiva”. O livro ainda foi publicado pelas editoras Martins (1955) e Civilização Brasileira (1966).

Artur de Azevedo, prosseguindo a obra de Martins Pena (1815-1848), consolidou no teatro a comédia de costumes brasileira, sendo no país o principal autor do Teatro de Revista, em sua primeira fase. Era irmão mais velho do escritor Aluísio Azevedo (1857-1913), autor de O Mulato (1881) e O Cortiço (1890). 

O Teatro de Revista é um gênero de teatro que tem como principais características a apresentação de números musicais, o apelo à sensualidade e a comédia leve com críticas sociais e políticas. No Brasil, essa forma de teatro revelou inúmeros talentos como Carmen Miranda, Suzy King, Wilza Carla, Dercy Gonçalves, Dorival Caymmi, Assis Valente, Noel Rosa, Costinha, entre outros. A Revista brasileira pode ser dividida em 3 fases distintas: século XIX (prende-se mais no texto que na encenação; tem seu ápice na obra de Artur Azevedo; o coro é acompanhado por uma orquestra de cordas), década de 1920 e 1930 (incorpora a nudez feminina; a orquestra cede lugar a uma banda de jazz; as peças têm destaque igual para as paródias e para a encenação) e Féerie (realce para os elementos fantásticos da peça; surgimento das companhias; as apresentações tornam-se verdadeiros espetáculos, onde o luxo está presente em grandes coreografias, cenários e figurinos). Tornando-se cada vez mais apelativo, o Teatro de Revista brasileiro começa a decair, até praticamente desaparecer, no final da década de 1950 e começo da década de 1960.

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